Idosos com demência: Aprenda como controlar as alterações de comportamento

O que são?

Pessoas com demência podem passar a se comportar de maneira incomum ou a exacerbarem características prévias à doença.  Esses comportamentos podem ser muito perturbadores, gerando grande sofrimento ao pacientes e familiares envolvidos no cuidado.

Se manifestam de forma bem variada, por exemplo, através de perambulação durante a noite, inquietação, gritaria, delírios, alucinações, golpes violentos, recusa de remédios, insônia e choro desmotivado.

Os sintomas costumam ser diferentes de uma pessoa para outra e nem todos aqueles descritos estarão presentes. As alterações de comportamento nem sempre serão controladas completamente, mas as medidas descritas abaixo são fundamentais para o seu melhor controle. Mantenha seu geriatra sempre informado desses sintomas.

Por que pacientes com demência têm esses sintomas? 

Alterações de comportamento em idosos com demência habitualmente ocorrem devido à própria evolução da doença. Porem, atenção é necessária pois podem significar que a pessoa está sentindo algum desconforto que não consegue expressar bem, como dor, sede, fome, intestino preso, calor ou frio, problemas dentários ou mesmo estar com alguma infecção.

Saber abordar o idosos nas diferentes situações de comportamento garante uma melhor qualidade de vida à ele e de quem cuida.

Veja também: E quando o fim está próximo? Cuidados paliativos na doença de Alzheimer

13 dicas para conviver melhor com essas alterações do comportamento:

1- SEMPRE converse devagar, com calma, seja claro e utilize palavras simples. É importante conversar de frente com a pessoa e sem agressividade.

2. EVITE conflitos, pois isso apenas piorará o comportamento do paciente.

3. PERMITA que o idoso realize afazeres de que goste e que o distraiam; mesmo que não consiga fazer corretamente ou mesmo que costume fazer várias vezes a mesma coisa. O objetivo é que tenha algo com que consiga se distrair e sentir-se bem.

4. TENTE manter uma rotina para esse idoso. PROCURE manter as atividades do dia a dia, os mesmos horários de alimentação e de dormir. Grandes alterações poderão deixá-lo confuso e agitado.

5. TENTE deixar o ambiente calmo e bem iluminado. Um local com excesso de estímulos, visuais e/ou auditivos, poderá causar agitação. Se isso ocorrer, tente removê-lo para um ambiente calmo.

6. EVITE mudanças no ambiente. Para isso, evite trocar os objetos com os quais ele está acostumado, pois isso poderá deixá-lo confuso e agitado.

7. PROCURE deixar a casa bem iluminada quando o sol começar a se pôr, pois em muitos casos a agitação piora no entardecer.

8. Podem ocorrer caminhadas pela casa durante a noite. Se isso estiver acontecendo, procure deixar o ambiente seguro em relação ao risco de quedas, o quarto  semi-iluminado e acesa luz do banheiro ou mesmo de outros cômodos.

9. O banho é um momento em que pode ocorrer agitação e agressividade. Dependendo da resistência oferecida, pode-se lavar apenas algumas partes do corpo ou mesmo não realizar o banho diariamente.

10. Alterações de comportamento podem melhorar com músicas antigas, calmas, instrumentais ou qualquer outra de que essa pessoa goste. PROCURE utilizar música não alta no ambiente da casa ou em situações específicas, como refeições ou banho. 

11- Massagem, aromaterapia, cromoterapia ou acupuntura também podem ser benéficas no controle de agitação e depressão.

12- Arteterapia (desenho e pintura, trabalho com argila e produção de pequenos utensílios) e terapia com animais (pet therapy) também pode ser benéfica para reduzir agressividade e agitação. 

13. Algumas idosas em fases mais avançadas de demência podem melhorar a agitação ao passar a conviver com uma boneca.

Veja também: Fatos sobre a doença de Alzheimer. O que você precisa saber?

Passeios diurnos em ambientes tranquilos são uma das melhores ferramentas para o controle do comportamento do idoso com Alzheimer.

Saiba mais: Fases da Doença de Alzheimer: Saiba em que fase seu familiar está

Para você que é cuidador de idosos: CUIDADO COM A SUA SAÚDE!

Existe uma doença chamada “estresse do cuidador”. Pode ocorrer com pessoas que cuidam de pacientes com demência ou que necessitam de cuidados especiais.

Para que o cuidador não adoeça, além do controle dos sintomas do paciente, é importante evitar sobrecarga excessiva de trabalho. Deve-se dividir as tarefas do cuidado com outras pessoas da família ou cuidadores contratados durante alguns períodos do dia.

O estresse pode prejudicar a saúde do cuidador e piorar o comportamento do idoso portador de demência. Converse com seu geriatra.

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