Fatos sobre a Doença de Alzheimer que você precisa saber

O que é a Doença de Alzheimer?

O Alzheimer é a causa mais comum de demência, um grupo de distúrbios cerebrais que causam a perda de habilidades intelectuais e sociais. Nessa doença, as células cerebrais degeneram e morrem, levando a uma diminuição cerebral e gerando uma perda constante do funcionamento mental.

Com a perda desses neurônios, o idoso passa a perder papeis que envolvam o planejamento  e a execução de funções complexas (como utilizar um telefone e fazer compras).

No início dos ‘’esquecimentos’’, pode ser diagnosticado como um Transtorno Cognitivo Leve, o qual pode ou não evoluir para a demência de Alzheimer. Saiba mais: Discreta perda de memória pode ser Comprometimento Cognitivo Leve. O que é e como tratar?

Quando diagnosticada em estágios iniciais a expectativa de vida do paciente com Alzheimer pode ultrapassar 20 anos, com média de 8 anos.

Diferença entre um cérebro de uma pessoa saudável e outra com Alzheimer.

Por que surge a doença de Alzheimer?

A medicina ainda não sabe ao certo o porquê do surgimento da doença de Alzheimer. O que se sabe é que a doença desenvolve-se como resultado de uma série de eventos complexos que ocorrem no interior do cérebro. A doença instala-se quando o processamento de certas proteínas do sistema nervoso central (proteína TAU e beta amilóide) começam a dar errado. Surgem, então, fragmentos de proteínas tóxicas dentro dos neurônios. Como consequência dessa toxicidade, ocorre perda progressiva de neurônios em certas regiões do cérebro como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, essencial para a linguagem, raciocínio, memória, reconhecimento de estímulos e pensamento abstrato.

A idade é o maior fator de risco para a doença. Quanto mais idade maior o risco.

Outros fatores que aumentam o risco de uma pessoa desenvolver a Doença de Alzheimer são:

É mais freqüente do que imaginamos

Comumente escutamos que algum idoso apresenta esquecimento próprio da idade ou demência senil. Entretanto, muitas vezes esses termos equivocados se referem ao Alzheimer. 

Assim sendo, os casos da doença são pouco diagnosticados na população. Essa confusão com alterações normais do envelhecimento atrasam a procura de ajuda médica especializada.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a Doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos e a maior parte deles, ainda sem diagnóstico.

Como é feito o diagnóstico da Doença de Alzheimer?

Nesse sentido, não existe um exame específico para fazer o diagnóstico da Doença de Alzheimer ou para a maioria dos outros tipos de demência.

O diagnóstico é feito por um médico especialista a partir da história clínica sugestiva de perda de memória contada por familiares. Na consulta médica também são realizados testes cognitivos (testes neuropsicológicos) que auxiliam no diagnóstico da doença de Alzheimer.

Existe algum exame que dá certeza do diagnóstico ?

Hoje em dia, os exames usados para o diagnóstico de Alzheimer auxiliam no diagnóstico, mas certezas não dão. Nesse momento, a solicitação de exames de imagem do cérebro se faz necessária, pois é muito importante afastar outras causas que levam a alterações que podem simular o Alzheimer, como tumores, acidente vascular cerebral (AVC) e excesso de líquido no cérebro (hidrocefalia).

Exames de imagem disponíveis:

  • Ressonância magnética de crânio;
  • Tomografia computadorizada de crânio;
  • Tomografia Computorizada por emissão de fóton único (SPECT);
  • Tomografia por emissão de positrões (PET);
No Alzheimer a atividade cerebral é reduzida.

Quais os sintomas do Alzheimer?

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Fase leve, moderada e grave na doença de Alzheimer.

Alzheimer tem cura?

Alzheimer não tem cura, mas quando diagnosticada no início, é possível retardar o avançar da doença utilizando certas medicações de uso controlado.

O tratamento é específico de cada fase da doença, e para isso, é  necessário a divisão em fase leve, moderada e grave.

Em resumo, tratamos a doença de Alzheimer para retardar sua progressão e melhorar a qualidade de vida do paciente e da família que o mesmo convive.

Prevenção para a Doença de Alzheimer

  • Controle da hipertensão e do diabetes.
  • Atividade física regular.
  • Manter o peso corporal adequado.
  • Atividade social (círculo de amizades ativo e convívio familiar.).
  • Estímulos da memória; Saiba mais: Aprenda 9 maneiras de manter a memória saudável.
  • Alimentação saudável.

Tratamento na Doença de Alzheimer

Para conviver melhor com os sintomas do Alzheimer, a família e cuidadores devem saber identificá-los, diferenciá-los e aceitá-los. 

É frequente a família atribuir mudanças comportamentais à birra ou insultos e não saberem como lidar com o idoso demenciado .  É fundamental considerar que o doente com Alzheimer passe a ter um novo funcionamento, já que é uma doença progressiva e sem cura.

Família e cuidadores bem instruídos são peças fundamentais no tratamento da doença de Alzheimer. 

Tratamento não medicamentoso

  1. Estimulação cognitiva: É realizada por um psicólogo especialista.  Pode ser praticada com jogos, desafios mentais, treinos específicos, construções, reflexões, resgate de histórias e uso de materiais, entre outros.
  2. Estimulação social: É realizado pela família e amigos. São iniciativas que priorizam o contato social dos pacientes estimulando as habilidades de comunicação, convivência e afeto. Podem ser realizadas atividades de lazer, culturais, celebração de datas importantes e festivas.
  3. Estimulação física: feita pelo profissional de educação física e fisioterapeuta visando a melhora da coordenação, força muscular, equilíbrio e flexibilidade. Alguns estudos mostram que atividades regulares estão associadas  a evolução mais lenta da Doença de Alzheimer.
  4. Organização do ambiente: O ambiente da pessoa com Doença de Alzheimer influencia seu humor. Diante de situações agitadas ou desorganizadas, pode haver uma tendência à confusão mental que prejudica o funcionamento de modo geral. Por isso, oferecer ambiente adequado pode ser uma forma de diminuir sintomas de agitação, bem como favorecer a qualidade de vida.

Tratamento com remédios

O tratamento medicamentoso no Alzheimer tem como objetivo controlar os sintomas (apatia, insônia, inquietação e agressividade) e diminuir a velocidade de progressão da doença.

As drogas utilizadas são Rivastigmina,  donepezila , galantamina e memantina, as quais tendem a funcionar mais nas fases iniciais e intermediárias do Alzheimer. Elas possuem efeitos colaterais que podem inviabilizar o seu uso.

Aqui, cabe ressaltar a importância de se evitar remédios que podem prejudicar ainda mais a função da memória desses indivíduos. Dessa forma, o médico deve ficar atento com os remédios que o paciente está usando.

Assista o vídeo que retrata o dia a dia de um paciente com Alzheimer de uma forma bem real e carinhosa. Vídeo: Alzheimer, o medo do desconhecido

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